Livros sobre Gilberto Gil, Tom Jobim, Nora Ney e Marcos Ariel ampliam a bibliografia musical brasileira

  • 17/05/2026
(Foto: Reprodução)
Capas de livros sobre o pianista Marcos Ariel, a cantora Nora Ney (1922 – 2003) , o cantor Gilberto Gil e samba de Tom Jobim (1927 – 1994) Reprodução / Montagem g1 ♫ ANÁLISE ♬ Livros sobre música brasileira raramente são best-sellers do mercado editorial, mas têm público leitor fiel que garante a circulação contínua dessas obras nas prateleiras das livrarias, gerando sucessivos lançamentos. Neste primeiro semestre de 2026, a bibliografia musical brasileira foi ampliada com livros sobre o pianista Marcos Ariel, o cantor Gilberto Gil, a cantora Nora Ney (1922 – 2003) e o samba “Águas de março” (1972), um dos incontáveis standards do cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). ♪ Eis, em essência, o que oferece cada um dos quatro livros: Capa do livro 'Águas de março – Sobre a canção de Tom Jobim', organizado por Milton Ohata Reprodução ♬ “Águas de março – Sobre a canção de Tom Jobim” – Organização e apresentação de Milton Ohata ♫ Composto em março de 1972 e lançado em maio daquele mesmo ano no Disco de bolso do jornal “O pasquim”, o samba “Águas de março” é dissecado em livro à altura da importância da música. Além de dois depoimentos do autor da composição, Antonio Carlos Jobim, o livro traz texto em que o organizador Milton Ohata detalha a criação e gravação original do samba, além de três alentados três ensaios – escritos por Arthur Nestrovski, Augusto Massi e Walter Garcia – que examinam minuciosamente a composição do ponto de vista técnico, poético e social. Dos três, vale destacar o ensaio “O samba mais bonito do mundo” pela fluidez do texto do violonista e compositor Arthur Nestrovski. Livro lançado em 16 de março pela Editora 34. Capa do livro 'Dossiê Nora Ney – Uma voz poética e política – 100 anos', organizado por Raphael Fernandes e Lopes Farias Reprodução ♬ “Dossiê Nora Ney – Uma voz poética e política – 100 anos ” – Organização de Raphael Fernandes e Lopes Farias ♫ Essa coletânea com nove textos inéditos joga luz sobre a escuridão da vida e da voz noturna de Nora Ney, importante cantora carioca projetada nos anos 1950 como intérprete de sambas-canção do quilate de “Ninguém me ama” (Antonio Maria e Fernando Lobo, 1952), “Bar da noite” (Bidu Reis e Haroldo Barbosa, 1953) e “De cigarro em cigarro” (Luiz Bonfá, 1953). O dossiê lembra que Nora gravou o primeiro rock no Brasil em 1955 (assunto do texto da jornalista Chris Fuscaldo) e, do ponto de vista documental, presta ótimo serviço à bibliografia musical nos dois textos que discorrem sobre a militância política da cantora, artista assumidamente de esquerda. Assuntos como aborto e violência doméstica, pouco ou nada associados à vida de Iracema de Souza Ferreira (nome de batismo da artista), também são abordados nos textos deste relevante livro que, enquanto revela a importância de Nora Ney, perfila o Brasil tão progressista quanto conservador dos dourados anos 1950. Livro lançado em 25 de abril pela editora Garota FM Books. Capa do livro 'O piano brasileiro de Marcos Ariel' – Miguel Sá e Marcos Ariel Reprodução ♬ “O piano brasileiro de Marcos Ariel” – Miguel Sá e Marcos Ariel ♫ Pianista e compositor carioca nascido em 1952, Marcos Ariel é biografado em livro escrito pelo jornalista Miguel Sá com a colaboração do próprio Ariel. Com textos introdutórios do jornalista George Vidor e do empresário Luis Antonio Cunha (um dos fundadores da casa carioca de shows Jazzmania, atuante entre 1983 e 1994), o livro traça o percurso do músico carioca da infância até a entrada em cena, oficializada em 1981 com a carteira do Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro e a edição do primeiro álbum, “Bambu”. Com fartas reproduções de fotos e de reportagens de jornais, o livro repisa os passos de Marcos Ariel do choro ao jazz, gêneros aos quais o pianista e flautista costuma ser mais associado. Livro lançado em 7 de maio pela Editora Jaguatirica como primeiro volume da “Coleção Música Brasileira”. Capa do livro 'Nem tanto esotérico assim – Seis vezes Gil', de Tom Cardoso Reprodução ♬ “Nem tanto esotérico assim – Seis vezes Gil” – Tom Cardoso ♫ Repetindo a fórmula dos livros “Outras palavras – Seis vezes Caetano” (2022) e “Trocando em miúdos – Seis vezes Chico” (2024), o jornalista Tom Cardoso perfila vida e obra do cantor, compositor e violonista Gilberto Gil através de seis ensaios temáticos que enfocam o artista sob os prismas da censura, da família, da negritude, do poder, da política e, sim, da deusa música. Sem os rigores exigidos por biografias de caráter investigativo, o livro traz compilado de informações já (mais ou menos) notórias e, de quebra, apresenta a discografia de Gil, com capas de álbuns e listas de músicas e compositores, cobrindo período de 60 anos que vai de 1962 a 2022, ano do (por ora) derradeiro álbum “Em casa com os Gil”. Livro lançado em 11 de maio pela Editora 34.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/05/17/livros-sobre-gilberto-gil-tom-jobim-nora-ney-e-marcos-ariel-ampliam-a-bibliografia-musical-brasileira.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Nosso WhatsApp 21 97651-7040

Anunciantes